segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Comando 10 de Navarone

Título no Brasil: Comando 10 de Navarone
Título Original: Force 10 from Navarone
Ano de Lançamento: 1978
País: Reino Unido, Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Guy Hamilton
Roteiro: Robin Chapman, baseado no romance de Alistair MacLean, com história de Carl Foreman
Elenco: Robert Shaw, Harrison Ford, Edward Fox, Barbara Bach, Franco Nero, Carl Weathers, Richard Kiel, Alan Badel, Michael Byrne e Angus MacInnes.

Sinopse: 
Durante a Segunda Guerra Mundial, Mallory e Miller, sobreviventes da missão apresentada em Os Canhões de Navarone, são novamente recrutados pelos Aliados para uma operação extremamente perigosa nos Bálcãs. Os dois são enviados para integrar a Force 10, uma unidade especial comandada pelo coronel americano Mike Barnsby, interpretado por Harrison Ford. A missão oficial é localizar um espião alemão que fugiu e se infiltrou entre os guerrilheiros iugoslavos, sendo Mallory e Miller os únicos capazes de identificá-lo. Ao mesmo tempo, a equipe recebe uma segunda missão secreta: destruir uma grande represa cuja existência está diretamente ligada à estratégia militar alemã. O avião que transporta o grupo, porém, é abatido e vários integrantes da unidade morrem, deixando os sobreviventes isolados em território inimigo. A partir daí, os soldados precisam atravessar uma região dominada pelos alemães e descobrir em quem podem confiar. No caminho, eles entram em contato com guerrilheiros liderados por Maritza e acabam envolvidos em uma complexa trama de traição, espionagem e sobrevivência.

Comentários: 
Comando 10 de Navarone foi produzido como continuação de Os Canhões de Navarone, de 1961, embora apresente mudanças importantes em relação ao livro de Alistair MacLean que lhe serviu de base. Guy Hamilton, que já tinha experiência em filmes de ação e havia dirigido quatro aventuras de James Bond, assumiu a direção e construiu uma aventura de guerra repleta de perseguições, combates, sabotagens e grandes sequências de ação. Robert Shaw substituiu Gregory Peck no papel de Mallory, enquanto Edward Fox assumiu Miller, personagem anteriormente interpretado por David Niven. Harrison Ford aparece como o coronel Barnsby, em uma fase muito importante de sua carreira, poucos anos depois de Star Wars e pouco antes de alcançar enorme projeção como Indiana Jones. Barbara Bach interpreta Maritza, integrante da resistência iugoslava, enquanto Carl Weathers e Franco Nero também ganham papéis importantes. A produção teve um orçamento de aproximadamente US$ 10,5 milhões e apresentou elaboradas sequências de destruição, incluindo o clímax envolvendo a represa e a ponte.

A recepção crítica foi variada, embora vários críticos tenham destacado o ritmo e as cenas de ação. A Variety elogiou Guy Hamilton por conseguir manter a tensão durante quase duas horas e destacou particularmente Harrison Ford, Edward Fox e Carl Weathers, além da grande sequência final envolvendo a destruição da represa. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, foi mais reservado e observou que o filme seguia muitos dos clichês tradicionais das aventuras de guerra, embora reconhecesse a eficácia da sequência final. O filme foi lançado nos Estados Unidos em dezembro de 1978 e teve duração de aproximadamente 118 minutos na versão de cinema. Comercialmente, porém, ficou bem abaixo do desempenho de Os Canhões de Navarone, arrecadando cerca de um quarto do valor obtido pelo filme original, segundo dados citados posteriormente pela Film Comment. Com o passar do tempo, Comando 10 de Navarone permaneceu especialmente lembrado por reunir Robert Shaw, Harrison Ford, Edward Fox e Barbara Bach em uma aventura de guerra de grande escala. Também ganhou interesse por ser uma das primeiras grandes produções de ação de Harrison Ford depois de sua ascensão internacional, registrando uma fase de transição importante em sua carreira.

Erick Steve. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amor em Chamas

Título no Brasil: Amor em Chamas
Título Original: Hanover Street
Ano de Lançamento: 1979
País: Estados Unidos / Reino Unido
Estúdio: Hanover Street Productions Ltd.
Direção: Peter Hyams
Roteiro: Peter Hyams
Elenco: Harrison Ford, Lesley-Anne Down, Christopher Plummer, Alec McCowen, Richard Masur, Michael Sacks e Patsy Kensit.

Sinopse: 
Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, o piloto americano David Halloran está baseado na Inglaterra e conhece Margaret Sellinger durante um ataque aéreo em Londres. Margaret é uma enfermeira inglesa casada com Paul Sellinger, um oficial britânico que trabalha para a inteligência. Apesar de saber que ela é casada, David se apaixona por Margaret, e os dois começam um relacionamento. A situação se torna ainda mais complicada quando David é escolhido para transportar Paul em uma perigosa missão atrás das linhas inimigas. Durante a operação, o avião é abatido e os dois homens acabam isolados em território ocupado pelos alemães. David então descobre que o homem que precisa ajudar é justamente o marido da mulher que ama. Obrigados a trabalhar juntos para sobreviver e cumprir a missão, os dois precisam deixar de lado suas diferenças pessoais. Paralelamente, Margaret aguarda notícias dos dois homens enquanto a guerra continua avançando.

Comentários: 
Amor em Chamas combina romance e filme de guerra, seguindo uma fórmula bastante tradicional das grandes histórias românticas ambientadas durante a Segunda Guerra Mundial. Harrison Ford interpreta David Halloran em uma de suas primeiras fases como protagonista de um filme de maior porte, pouco antes de sua carreira alcançar uma nova dimensão com O Império Contra-Ataca e Os Caçadores da Arca Perdida. Lesley-Anne Down interpreta Margaret, enquanto Christopher Plummer assume o papel de Paul, criando um triângulo amoroso que passa a ser colocado à prova pela própria guerra. Peter Hyams também acumulou as funções de diretor e roteirista, procurando equilibrar as cenas de combate aéreo com o drama sentimental. A produção foi filmada em diversos locais da Inglaterra, incluindo Londres, Woodstock e o antigo aeródromo de Bovingdon, além de utilizar aviões B-25 reais em algumas sequências. O filme foi lançado nos Estados Unidos em maio de 1979 e distribuído pela Columbia Pictures.

A recepção crítica na época foi bastante dividida. A Variety considerou que o filme funcionava razoavelmente bem como produção de guerra com uma história de amor, mas observou que a intenção principal era justamente fazer o contrário, ou seja, contar uma história romântica tendo a guerra como pano de fundo. Vincent Canby, do The New York Times, foi muito mais negativo e criticou o excesso de clichês e o tom melodramático da narrativa. Atualmente, a produção possui 70% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, embora esse resultado seja baseado em apenas dez avaliações. O filme também é lembrado pelas sequências de aviação e pela presença de Harrison Ford ainda jovem, em um período importante de sua carreira. Para admiradores do ator, Amor em Chamas é especialmente interessante por mostrar uma de suas primeiras tentativas de protagonizar um romance dramático e um filme de guerra ao mesmo tempo. Mesmo com suas características bastante tradicionais, a obra conserva o interesse pelo elenco, pelas locações inglesas e pelas cenas de ação aéreas.

Erick Steve. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Guerra Nas Estrelas

Guerra Nas Estrelas
A saga "Star Wars" teve início quando na segunda metade da década de 70 surgiu esse filme nos cinemas americanos. É curioso porque "Guerra nas Estrelas" foi considerado inovador e revolucionário em sua época mas olhando bem veremos que não é bem assim. Na verdade essa produção era de certa forma uma releitura dos antigos filmes de ficção da década de 50, época considerada de ouro para o gênero. Já nos anos 70 a chamada "ficção de aventura", categoria no qual se enquadra "Star Wars", era considerada uma coisa fora de moda, ultrapassada. Como então George Lucas conseguiu requentar uma velha fórmula dando ares de coisa nova, revolucionária? Basicamente por dois motivos: Primeiro porque soube revitalizar antigos mitos e deu a eles todo um design renovado, com efeitos especiais (esses sim) realmente revolucionários. A mitologia do jovem escolhido para enfrentar um império do mal não é novo, faz parte de muitas estórias contadas ao longo da civilização, o que mudou aqui realmente foi a roupagem nova e moderna. George Lucas nesse sentido foi realmente genial. A segunda questão que fez "Star Wars" ser o sucesso que foi se baseia no resgate do cinema como diversão pura, algo que havia sido deixado de lado naqueles anos. 

Os filmes de maneira em geral procuravam mostrar problemas sociais, dramas profundos, questões pertinentes. Com "Star Wars" não havia essa preocupação, o filme era diversão pela diversão apenas. O público que lotou os cinemas para assistir "Guerra Nas Estrelas" queria apenas se divertir e o filme de George Lucas era perfeito para isso. Quando a Fox deu autorização para a realização do filme mal sabia o que estava por vir. George Lucas era praticamente um novato com apenas um sucesso em sua filmografia, a comédia nostálgica "American Grafitti" e nada mais. No elenco não havia nenhuma grande estrela a não ser o veterano Alec Guiness, às portas de sua aposentadoria. Fora isso havia um carpinteiro (Harrison Ford), uma beldade filha de celebridades (Carrie Fisher) e um desconhecido no papel central (Mark Hamill). De orçamento apertado ninguém no set sabia que estaria naquele momento revolucionando nada. Em uma de suas biografias ficamos sabendo, por exemplo, que Alec Guiness não conseguia entender nada do que se passava na estória, apenas declamava suas falas por puro profissionalismo. O resultado final porém deixou todos surpresos, exceto talvez George Lucas que sabia estar usando de uma fórmula antiga mas que ainda poderia cair nas graças do público. Olhando para trás podemos entender que "Guerra nas Estrelas" também se tornou um divisor de águas. A partir de seu sucesso o cinema americano começou a sofrer um processo de juvenilização de suas produções. Na década de 70 imperava no cinema os grandes filmes de temáticas dramáticas como "O Poderoso Chefão", "Taxi Driver", etc. Depois de "Star Wars" os estúdios começaram a investir em filmes para um público mais jovem, infanto-juvenil. Não é para menos que os anos que viriam seriam os dourados para diretores ao estilo "Peter Pan" como Steven Spielberg e o próprio George Lucas. Se isso foi bom ou ruim já é tema para outra discussão. De qualquer modo "Star Wars" é um marco na história do cinema. Um filme que realmente revolucionou o modo de se fazer cinema nas décadas seguintes.  

Guerra Nas Estrelas (Star Wars, Estados Unidos, 1977) Direção: George Lucas / Roteiro: George Lucas / Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Alec Guinness, Carrie Fisher, Peter Cushing, Anthony Daniels, Kenny Baker, David Prowse / Sinopse: Luke Skywalker (Mark Hamill) é um jovem habitante de um planeta distante que parte em uma aventura contra um império do mal comandado pelo lado negro da força.  

Pablo Aluísio.

Loucuras de Verão

Título no Brasil: Loucuras de Verão
Título Original: American Graffitti
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio:  Universal Pictures
Direção: George Lucas
Roteiro: George Lucas, Gloria Katz, Willard Huyck
Elenco: Richard Dreyfuss, Ron Howard, Paul Le Mat, Harrison Ford

Sinopse: 
Dois amigos se despedem da vida de colégio durante uma noite qualquer de 1962. Em breve eles irão para a universidade, entrando em uma nova fase de suas vidas. Para passar o tempo eles decidem andar de carro pela noite, dando voltas pelas redondezas, onde encontram amigos, paqueras e também rivais. Um retrato descompromissado e nostálgico da juventude americana dos anos 60.

Comentários:
O primeiro grande sucesso comercial da carreira de George Lucas. Produzido por Coppola esse foi um dos primeiros filmes a olhar com clima de nostalgia e carinho para a década de 1960 (que acabara de terminar). Com uma trilha sonora maravilhosa composta apenas de grandes clássicos do rock 'n' roll essa película é uma das mais lembradas quando se fala em filmes sobre adolescentes. Além de ter sido um marco na carreira de Lucas, "American Graffitti" também impulsionou a carreira do jovem e praticamente novato Harrison Ford que iria estrelar alguns dos filmes de maior bilheteria dos anos que viriam, como as franquias "Guerra nas Estrelas" e "Indiana Jones". Aqui seu papel é até sem importância mas isso não o impediu de se destacar no filme. Roteiro simples (o enredo se passa apenas em uma noite) mas muito eficaz e nostálgico, a produção é considerada até hoje um dos melhores filmes sobre jovens da história do cinema americano. Imperdível.

Pablo Aluísio.

Harrison Ford - Filmografia Selecionada


Harrison Ford - Filmografia Selecionada:

Década de 1970:
Loucuras de Verão
Guerra nas Estrelas
Comando 10 de Navarone
Amor em Chamas
O Rabino e o Pistoleiro

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Magnum 44

Título no Brasil: Magnum 44
Título Original: Magnum Force
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Ted Post
Roteiro: Harry Julian Fink, Rita M. Fink
Elenco: Clint Eastwood, Hal Holbrook, Mitch Ryan
  
Sinopse:
Considerado pela imprensa um justiceiro fora-da-lei o policial Harry Callahan (Eastwood), mais conhecido como "Dirty Harry" (Harry, o sujo), precisa se conter em sua sede de vingança contra os criminosos em geral. Para sua surpresa tudo indica que um novo justiceiro está nas ruas, fazendo justiça com as próprias mãos. Caberá agora a Harry descobrir o que está acontecendo, inclusive com pistas que levam a outros policiais.

Comentários:
Estou fazendo uma retrospectiva dos filmes de Clint Eastwood. Nesse fim de semana revi Magnum 44, segundo filme da série com o personagem Dirty Harry, o policial durão que não leva desaforos para casa A trama do filme é até simples: um grupo de policiais novatos na força se une para limpar as ruas de San Francisco com suas próprias mãos. Dirty Harry então tenta combater a corrupção policial. Algumas coisas me chamaram a atenção. Se no primeiro filme Harry, o Sujo, era o justiceiro, aqui na sequência ele luta contra o esquadrão da morte formado dentro de sua corporação. Não deixa de ser muito irônica a premissa do roteiro que coloca Harry combatendo colegas de farda que no fundo estão agindo de acordo com o seu próprio modo de pensar. Talvez os produtores tenham sentido as críticas contra o primeiro filme e colocaram o personagem de Clint Eastwood no outro lado da balança nessa continuação. Aqui ele combate justamente o que ele próprio defendia indiretamente em "Perseguidor Implacável".

Outro fato curioso: os vilões do filme são patrulheiros, usam capacete e roupas praticamente idênticas às usadas pelo vilão ciborgue de "Exterminador do Futuro 2", inclusive várias cenas de perseguição nas ruas de San Francisco me lembraram imediatamente do filme de James Cameron. Teria sido Plágio de Cameron? Pode ser, mais um na longa lista de situações mal contadas da filmografia de James Cameron, que já havia sido acusado de se apropriar de ideias alheias em seu filme de maior sucesso, "Avatar". Mas não é só ele que andou roubando cenas do roteiro desse filme. Uma cena, de Dirty Harry em um pequeno mercadinho, me lembrou também muito de uma das sequências mais famosas de "Stallone Cobra". O filme de Stallone também foi acusado de ser um plágio de Dirty Harry! Pois é, no mundo do cinema parece que nada se cria, tudo se recicla. Todos esses exemplos mostram como Dirty Harry virou paradigma dos filmes policiais até os dias atuais. Eu atribuo isso ao fato do personagem ser na realidade um justiceiro, como àqueles que vemos nos filmes de western, o que acaba saciando, mesmo que no mundo da ficção, a sede de justiça da sociedade moderna.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Perseguidor Implacável

Perseguidor Implacável
Resolvi rever o primeiro filme da série Dirty Harry, que no Brasil se chamou Perseguidor Implacável. O filme, um policial eficiente, sempre foi polêmico por causa de seu subtexto. Basicamente ele prega a ineficiência do sistema jurídico e a vingança olho por olho, dente por dente, como uma forma de saciar a sede de justiça da sociedade. Esse roteiro fez escola, todo filme do gênero em que você se depara com um policial cansado da burocracia ineficiente do Estado que resolve limpar as ruas por conta própria é de certa forma um herdeiro desse famoso personagem interpretado por Clint Eastwood. Para Dirty Harry tudo é muito simples, basta empunhar sua Magnum 44 e mandar fogo em cima dos meliantes. Fácil, rápido e eficaz; Em determinada cena do filme Harry se irrita quando o comissário de polícia lhe avisa que a prisão que ele fez era completamente ilicita e que não teria valor jurídico, o que iria ocasionar a soltura do criminoso, que assim estaria de volta às ruas. O problema nasceu porque o detetive interpretado por Clint Eastwood havia invadido um local sem mandado judicial, pois ele simplesmente arrebentou as portas e foi lá pegar o bandido.

Como prega o direito dos países ocidentais não se pode invadir um local sem autorização judicial. Para o cidadão comum isso não passa de uma fírula jurídica, até porque no final tudo não deu certo? Harry não prendeu o Serial Killer? Bom, essa visão simplista não iria valer se o local invadido fosse sua própria casa, não é mesmo? É isso, as pessoas de uma forma em geral não conseguem entender que todos esses direitos e garantias individuais servem para proteger o cidadão do próprio Estado, que sem nenhum tipo de norma que regulasse o seu poder iria obviamente abusar do mesmo. Tirando essas questões sociais de lado o fato é que como diversão o filme funciona muito bem. Clint deixou os filmes de western de lado e levou a ética que movia seus personagens sem nome para a selva da cidade grande, para o caos urbano onde impera a violência sem limites. O filme, apesar de ser totalmente incorreto do ponto de vista político se tornou um grande sucesso de bilheteria, gerando várias continuações. Curiosamente Clint Eastwood iria virar as costas para Dirty Harry quando emplacou sua carreira política - ele chegou a se tornar prefeito de uma cidade americana. A mensagem de violência do justiceiro Harry não caia muito bem nos palanques.

Perseguidor Implacável (Dirty Harry, Estados Unidos, 1971) Direção: Don Siegel / Roteiro: Harry Julian Fink, Rita M. Fink / Elenco: Clint Eastwood, Andrew Robinson, Harry Guardino / Sinopse: A população da cidade de San Francisco fica em pânico ao saber que há um novo assassino em série pela ruas. Ele se auto denomina 'Scorpio Killer' e está disposto a espalhar o terror entre a sociedade. Antes disso porém terá que enfrentar o detetive Harry Callahan (Clint Eastwood), conhecido pela imprensa como "Dirty Harry" por causa de seus métodos violentos de lidar com a criminalidade. Filme indicado ao Edgar Allan Poe Awards na categoria de Melhor Filme. 

Pablo Aluísio.

O Estranho que Nós Amamos

Título no Brasil: O Estranho que Nós Amamos
Título Original:  The Beguiled
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: The Malpaso Company
Direção: Don Siegel
Roteiro: Albert Maltz, Irene Kamp
Elenco: Clint Eastwood, Geraldine Page, Elizabeth Hartman, Jo Ann Harris, Darleen Carr, Melody Thomas Scott

Sinopse:
Durante a guerra civil nos Estados Unidos, um soldado do exército da União é resgatado por um grupo de mulheres que vivem isoladas, tentando sobreviver em um rancho no sul do país. O soldado, muito ferido, é levado para o local e elas começam a tratar dele. Essa situação acaba criando uma grande tensão por causa de sua presença naquele local.

Comentários:
O roteiro desse filme foi baseado no romance escrito por Thomas Cullinan. Esse foi o primeiro grande diferencial em relação a outros filmes de faroeste do ator Clint Eastwood. Isso porque a história valorizava muito mais o relacionamento humano entre os personagens, sendo a ação deixada em segundo plano. O filme investe bastante na dualidade de se ter um soldado da União sendo tratado por mulheres sulistas, ou seja, ela estavam ajudando o inimigo de guerra. Isso por si só já seria ruim o bastante, mas ainda havia a questão da tensão sexual envolvida com a presença de um homem como ele no meio de tantas mulheres solitárias e abandonadas à própria sorte. Esse filme já demonstrava que Clint Eastwood estava preocupado em investir mais no conteúdo dramático de seus filmes. Para isso, ele produziu o filme e trouxe para dirigi-lo o excelente cineasta Don Siegel. O resultado é muito bom. Um filme realmente marcante. Houve, inclusive, um remake recente, mas esqueça esse novo filme. Embora seja até bem feito, não se compara esse original dos anos 70. Clint Eastwood estava em plena forma. Esbanjando carisma e boa atuação em um filme realmente acima da média.

Pablo Aluísio.

Perversa Paixão

Perversa Paixão
Esse filme marcou a estreia na direção de Clint Eastwood. Na época que foi anunciado que ele iria ser diretor de seu próximo filme, muita gente não levou fé nele. Afinal, ele era vista apenas como um ator que interpretava os tipos durões em filmes de ação, policial ou faroeste. Quando o filme surgiu nos cinemas, a crítica se surpreendeu completamente. Clint não era apenas habilidoso para fazer um bom filme, mas também conseguia manter o suspense em um nível elevado. E esse filme, de certa forma, nada tinha a ver com os filmes de seu passado. Havia nuances de um drama adulto mostrando um radialista que dava a chance de encontrar uma fã que ouvia seu programa de rádio. Esse programa era feito nas madrugadas com muita música romântica. Então, o personagem de Clint pensava que ela queria apenas um encontro de fim de noite. Para seu azar, era uma mulher obcecada que não estava interessada muito em romantismo, mas sim em satisfazer sua veia obsessiva. 

Assisti pela primeira vez há muitos anos em um Supercine, da Rede Globo, ainda nos anos 80. Assim como a crítica que havia gostado muito do filme em seu lançamento original, eu também me surpreendi com o resultado. O personagem de Clint não tem nada de heróico, nem age como um durão valentão das ruas. Ele é apenas um cara comum que se vê em uma situação muito triste, lamentável e perigosa. De certa forma, lembrava até mesmo que iria acontecer com John Lennon quando foi morto por um fã insano dos Beatles. O roteiro relembra que o termo fã vem de fanatismo, por isso não se pode brincar muito com esse tipo de relação entre ídolo e fã. Tudo pode acabar mal.

Perversa Paixão (Play Misty for Me, Estados Unidos, 1971) Direção: Clint Eastwood / Roteiro: Dean Riesner / Elenco: Clint Eastwood, Jessica Walter, Donna Mills / Sinopse: Radialista de um programa noturno de músicas românticas, se envolve em uma situação extremamente perigosa ao se encontrar com uma fã insana de seu programa de rádio.

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Filmografia Clint Eastwood

 
Filmografia Clint Eastwood

Década de 1970:
Perversa Paixão
O Estranho que Nós Amamos
Perseguidor Implacável
Magnum 44
O Último Golpe
Escalado para Morrer
Sem Medo da Morte
Rota Suicida
Doido para Brigar... Louco para Amar
Alcatraz: Fuga Impossível

Obs: Não incluídos os filmes de Western
Filmografia Selecionada, com apenas os melhores filmes. 

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Na Teia de Aranha

Na Teia de Aranha
Essa foi a segunda vez que o ator Morgan Freeman interpretou o especialista forense Alex Cross. O primeiro filme havia sido lançado três anos antes com o título nacional de "Beijos que Matam". Baseados nos romances policiais escritos por James Patterson, essas produções eram muito boas, com roteiros que prendiam o espectador da primeira à última cena. Algo cada vez mais raro de encontrar nos dias de hoje. Curiosamente o que prometia ser uma longa franquia para Freeman acabou se encerrando aqui nesse segundo filme, sem maiores explicações. Uma pena. Pois bem o enredo desse segundo filme era também tão interessante quanto o primeiro filme.

Arrasado depois de ter sua parceira assassinada por um serial Killer, Cross pensa em se aposentar, mas logo precisa voltar à ativa porque outro assassino em série começa a atuar na capital dos Estados Unidos. Ele rapta a filha de um senador e toda a força policial é colocada para encontrar seu paradeiro. Cross porém logo percebe, com sua vasta experiência, que o criminoso está na verdade tecendo uma complexa rede, tal como se fosse um jogo entre ele e os investigadores que estão à sua procura. Por essa razão ele passa a ser chamado de Spider, justamente por seu modo de agir. No final quem acaba ganhando é o espectador pois esse é um daqueles bons filmes sobre serial killers que não decepcionam. Além disso vamos combinar, esse tipos, a dos assassinos seriais, sempre rendem bons momentos no cinema.

Na Teia de Aranha (Along Came a Spider, Estados Unidos, 2001) Direção: Lee Tamahori / Roteiro: Lee Tamahori, baseado no livro escrito por James Patterson / Elenco: Morgan Freeman, Michael Wincott, Monica Potter / Sinopse: Talentoso investigador forense precisa voltar à ativa, na véspera de sua aposentadoria, para perseguir e encontrar um serial killer que sequestrou a filha de um importante senador dos Estados Unidos. Destaque para a trilha sonora composta por Jerry Goldsmith, que foi premiada pelo BMI Film & TV Awards.

Pablo Aluísio.

Impacto Profundo

Impacto Profundo
No mesmo ano em que Armageddon chegava nas telas os estúdios Dreamworks se apressaram para lançar esse “Impacto Profundo” que tinha o mesmo argumento do filme de Michael Bay. A idéia era realizar um filme mais pé no chão, menos fantasioso e bobo. O enredo mostrava um jovem chamado Leo (interpretado por Elijah Wood, antes de seu grande sucesso “O Senhor dos Anéis”) que descobre meio por acaso a chegada de um grande meteoro vindo em direção ao planeta Terra. Ao lado de sua namorada Sarah (feita pela sumida Leelee Sobieski) ele tenta convencer o mundo acadêmico da astronomia da destruição que está por chegar. Há algumas curiosidades sobre “Impacto Profundo” que merecem ser relembradas. A primeira é trazer o ator Morgan Freeman como o presidente dos Estados Unidos. Eu me lembro que só pelo fato dele ser negro já despertou bastante controvérsia na época de lançamento do filme. Houve crítico americano dizendo que a maior ficção do filme era justamente essa, a de um negro na Casa Branca. Mal sabia ele que em poucos anos isso se tornaria uma realidade com a chegada de Obama no poder. Outra coisa que chama a atenção é que o filme, que usa poucos efeitos especiais se comparado com “Armaggedon”, se concentra muito mais nos efeitos aqui na Terra que isso causará do que propriamente na tragédia em si. É um ponto positivo.

De negativo podemos perceber que “Impacto Profundo” foi prejudicado por seu estúdio, a Dreamworks de Spielberg. Isso aconteceu porque a produção foi acelerada ao máximo para chegar nas telas antes de “Armaggedon”. A pressa nas filmagens e no processo de edição e pós produção prejudicou muito o resultado final que acabou ficando truncado, sem fluência. A diretora Leder não tinha cacife suficiente para impor sua opinião e assim o filme foi literalmente editado pelos executivos da Dreamworks que estavam mais preocupados com a bilheteria do que propriamente por méritos artísticos. Para o cinéfilo o filme vale muito a pena por caso de seu elenco, que conseguiu reunir um belo time de veteranos das telas. Um exemplo é Robert Duvall, sempre digno, interpretando um astronauta veterano que participa da missão de salvamento do nosso planeta. Outras presenças importantes são as de Maximilian Schell e Vanessa Redgrave, em papéis pequenos, é verdade, mas que ao menos servem para matar a saudade desses ícones. Some-se a isso a boa interpretação de Morgan Freeman e você terá um filme no mínimo interessante sobre o tema – o que já é uma grande coisa se compararmos com o fraco “Armaggedon”. Enfim fica a dica: “Impacto Profundo”, para entendermos bem como é frágil nossa posição dentro do universo.

Impacto Profundo (Deep Impact, Estados Unidos, 1998) Direção: Mimi Leder / Roteiro: Bruce Joel Rubin, Michael Tolkin / Elenco: Elijah Wood, Robert Duvall, Téa Leoni, Vanessa Redgrave, Morgan Freeman, Leelee Sobieski, Maximilian Schell, James Cromwell / Sinopse: A Terra se prepara da melhor forma possível para um impacto de proporções cósmicas.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

De Volta para o Futuro

Título no Brasil: De Volta para o Futuro
Título Original: Back to the Future
Ano de Lançamento: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures / Amblin Entertainment
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale
Produção: Steven Spielberg, Frank Marshall e Kathleen Kennedy
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson e Claudia Wells.
Duração: 116 minutos.

Sinopse:
Marty McFly é um adolescente de 17 anos que vive na fictícia cidade de Hill Valley, na Califórnia. Apesar de ter uma vida familiar complicada e de sonhar com uma carreira musical, Marty leva uma existência relativamente normal até conhecer seu excêntrico amigo, o cientista Dr. Emmett Brown, conhecido como "Doc". Brown desenvolve uma máquina do tempo utilizando um automóvel DeLorean DMC-12, transformado em um veículo capaz de viajar pelo tempo. Durante uma experiência realizada no estacionamento de um shopping, Marty acidentalmente entra no carro e é transportado para 1955. Lá, ele encontra seus próprios pais quando adolescentes e, sem querer, interfere no primeiro encontro deles. O problema é que sua mãe, Lorraine, passa a se interessar por Marty em vez de seu futuro marido, George. Para voltar a 1985, Marty precisa convencer seus pais a se apaixonarem e, ao mesmo tempo, encontrar o jovem Doc Brown de 1955 para ajudá-lo a utilizar a energia de um raio que atingirá a torre do relógio de Hill Valley. A aventura transforma-se em uma corrida contra o tempo para impedir que Marty altere definitivamente o futuro.

Comentários:
Quando De Volta para o Futuro chegou aos cinemas em julho de 1985, a crítica americana rapidamente percebeu que Robert Zemeckis havia realizado algo muito mais sofisticado do que uma simples comédia adolescente. O The New York Times, em crítica de Janet Maslin, destacou a inventividade da história e a combinação extraordinariamente eficiente entre ficção científica, humor e romance adolescente. A revista Variety também foi extremamente favorável, elogiando o roteiro de Zemeckis e Bob Gale e, principalmente, a química entre Michael J. Fox e Christopher Lloyd. O Los Angeles Times chamou atenção para a capacidade do filme de transformar conceitos complexos de viagem no tempo em uma aventura acessível e divertida para o grande público. A revista Time destacou o ritmo da produção e a maneira como Zemeckis utilizava a nostalgia dos anos 1950 sem transformar o período em uma simples caricatura. Michael J. Fox foi considerado uma descoberta extraordinária para o cinema, mesmo já sendo conhecido pela televisão através de Family Ties. Sua interpretação de Marty combinava energia, humor e vulnerabilidade, enquanto Christopher Lloyd transformava Doc Brown em um dos cientistas mais memoráveis da história do cinema. A trilha sonora de Alan Silvestri, os efeitos visuais e a utilização do DeLorean como máquina do tempo também foram amplamente elogiados.

O sucesso crítico rapidamente foi acompanhado por um extraordinário fenômeno comercial. De Volta para o Futuro tornou-se o filme de maior bilheteria de 1985 nos Estados Unidos, permanecendo durante várias semanas no primeiro lugar das bilheterias. A produção recebeu quatro indicações ao Oscar, vencendo na categoria de Melhor Edição de Som, e Michael J. Fox consolidou-se definitivamente como uma das grandes estrelas jovens de Hollywood. O filme também recebeu elogios posteriores de publicações como The New Yorker, Entertainment Weekly e Rolling Stone, que passaram a tratá-lo como um dos grandes exemplos de entretenimento popular perfeitamente construído. Um dos maiores méritos do roteiro é sua utilização da própria viagem temporal para produzir situações cômicas: Marty conhece versões jovens de personagens que conhece em 1985 e percebe como pequenas diferenças podem transformar completamente suas vidas. O filme também trabalha com a ideia de que o futuro pode ser alterado pelas escolhas individuais, tema que seria desenvolvido nas duas continuações. O DeLorean, o skate, a jaqueta de Marty, a torre do relógio e a frase "Great Scott!" tornaram-se elementos imediatamente reconhecíveis da cultura popular. Com o passar das décadas, De Volta para o Futuro deixou de ser apenas um enorme sucesso dos anos 1980 e passou a ser considerado um clássico absoluto do cinema americano, frequentemente incluído entre os melhores filmes de ficção científica, comédia e aventura já realizados. Sua influência permanece evidente em inúmeras produções posteriores sobre viagens no tempo, e a primeira aventura de Marty McFly e Doc Brown continua sendo uma das experiências cinematográficas mais populares e duradouras da história de Hollywood.

Erick Steve. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Os 10 filmes de maior sucesso de 1985

 
Os 10 filmes de maior sucesso de 1985:

1. De Volta para o Futuro
(Back to the Future)
Direção: Robert Zemeckis
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson
Sinopse: Marty McFly é um adolescente que vive na pequena cidade de Hill Valley. Por acidente, ele viaja para o passado a bordo de um DeLorean transformado em máquina do tempo pelo excêntrico cientista Dr. Emmett Brown. Preso em 1955, Marty encontra seus próprios pais quando ainda eram adolescentes e percebe que suas ações podem alterar completamente o futuro. Para conseguir voltar para 1985, ele precisa fazer com que seus pais se apaixonem e encontrar uma maneira de fazer a máquina do tempo funcionar novamente. O filme foi o grande fenômeno cinematográfico de 1985 e alcançou cerca de US$ 381 milhões em bilheteria mundial. (FilmDB)

2. Rocky IV
(Rocky IV)
Direção: Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Dolph Lundgren, Talia Shire, Burt Young, Carl Weathers
Sinopse: Rocky Balboa enfrenta o maior desafio de sua carreira quando o poderoso boxeador soviético Ivan Drago chega aos Estados Unidos para demonstrar a superioridade de seu treinamento. Durante uma luta de exibição, Drago golpeia brutalmente Apollo Creed, que acaba morrendo no ringue. Determinado a vingar o amigo, Rocky aceita enfrentar o gigantesco campeão soviético em Moscou. A preparação para o combate transforma-se em uma batalha pessoal e simbólica em plena Guerra Fria. O filme tornou-se um enorme sucesso popular, arrecadando aproximadamente US$ 300,5 milhões mundialmente. (FilmDB)

3. Rambo II — A Missão
(Rambo: First Blood Part II)
Direção: George P. Cosmatos
Elenco: Sylvester Stallone, Richard Crenna, Charles Napier, Steven Berkoff, Julia Nickson
Sinopse: John Rambo está preso quando recebe uma proposta para participar de uma missão secreta no Vietnã. Sua tarefa é fotografar possíveis campos onde soldados americanos ainda poderiam estar mantidos como prisioneiros de guerra. Enviado praticamente sozinho para uma região extremamente perigosa, Rambo descobre que a missão é muito mais complexa do que imaginava. Abandonado por seus superiores, ele decide salvar os prisioneiros e enfrentar sozinho um poderoso exército inimigo. Com muita ação e uma enorme presença de Sylvester Stallone, o filme tornou-se um dos maiores sucessos de 1985, chegando a cerca de US$ 300,4 milhões em todo o mundo. (FilmDB)

4. Entre Dois Amores
(Out of Africa)
Direção: Sydney Pollack
Elenco: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Michael Kitchen, Malick Bowens
Sinopse: Karen Blixen, uma aristocrata dinamarquesa, viaja para o Quênia no início do século XX para administrar uma propriedade agrícola. Em meio à paisagem africana, ela enfrenta dificuldades no casamento, problemas financeiros e os desafios de viver em uma sociedade colonial. Sua vida muda profundamente quando conhece o aventureiro e caçador Denys Finch Hatton. Entre os dois nasce uma relação intensa, marcada pelo amor, pela liberdade e pelas diferenças entre seus modos de enxergar a vida. Dirigido por Sydney Pollack, o épico foi um enorme sucesso internacional e arrecadou aproximadamente US$ 227 milhões mundialmente. (FilmDB)

5. 007 — Na Mira dos Assassinos
(A View to a Kill)
Direção: John Glen
Elenco: Roger Moore, Christopher Walken, Tanya Roberts, Grace Jones, Christopher Lee
Sinopse: James Bond recebe a missão de investigar Max Zorin, um poderoso industrial que pretende destruir a indústria de semicondutores do Vale do Silício. Zorin, aparentemente um empresário respeitável, é na realidade um criminoso extremamente perigoso que planeja provocar uma catástrofe de grandes proporções. Bond percorre vários países enquanto enfrenta assassinos, agentes inimigos e a implacável May Day. Último filme da série estrelado por Roger Moore, a produção combinou espionagem, ação e humor característicos da fase do ator como 007. O filme arrecadou aproximadamente US$ 152 milhões mundialmente. (FilmDB)

6. A Cor Púrpura
(The Color Purple)
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Whoopi Goldberg, Danny Glover, Oprah Winfrey, Margaret Avery, Adolph Caesar
Sinopse: Celie é uma jovem negra que vive no sul dos Estados Unidos no início do século XX e enfrenta uma existência marcada pela pobreza, violência e opressão. Separada da irmã Nettie, ela passa muitos anos acreditando que nunca mais irá encontrá-la. Obrigada a viver em um casamento abusivo, Celie encontra forças para reconstruir sua própria identidade através da amizade com outras mulheres, especialmente a independente e determinada Shug Avery. Aos poucos, ela aprende a lutar por sua liberdade e por uma vida digna. A adaptação do romance de Alice Walker foi um dos grandes sucessos dramáticos de 1985, ultrapassando US$ 140 milhões em bilheteria mundial em estimativas consolidadas. (FilmDB)

7. A Testemunha
(Witness)
Direção: Peter Weir
Elenco: Harrison Ford, Kelly McGillis, Lukas Haas, Josef Sommer, Danny Glover
Sinopse: O policial John Book investiga o assassinato de um homem em uma estação ferroviária e descobre que o único testemunho do crime pertence a Samuel, um menino pertencente à comunidade Amish. Quando Book percebe que pessoas dentro da própria polícia estão envolvidas no assassinato, decide esconder o garoto e sua mãe em uma comunidade Amish na Pensilvânia. Longe da violência e dos métodos policiais convencionais, Book precisa se adaptar a um modo de vida completamente diferente. Ao mesmo tempo, desenvolve uma relação afetiva com Rachel, mãe do menino. O suspense policial tornou-se um grande sucesso e arrecadou cerca de US$ 116 milhões mundialmente. (Wikipedia)

8. A Jóia do Nilo
(The Jewel of the Nile)
Direção: Lewis Teague
Elenco: Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito, Spyros Fokas, Holland Taylor
Sinopse: Joan Wilder e Jack Colton estão novamente envolvidos em uma perigosa aventura. Joan viaja para o norte da África depois de ser convidada para escrever a biografia de um poderoso líder, mas logo descobre que foi enganada e que está envolvida em uma conspiração. Jack e seu inseparável amigo Ralph partem para salvá-la. A busca envolve perseguições, soldados, desertos, aviões e uma lendária joia escondida no coração da região. Reunindo novamente Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito, o filme foi uma continuação do sucesso de Tudo por uma Esmeralda e alcançou aproximadamente US$ 96,8 milhões mundialmente. (Box Office Mojo)

9. Cocoon
(Cocoon)
Direção: Ron Howard
Elenco: Don Ameche, Wilford Brimley, Hume Cronyn, Brian Dennehy, Steve Guttenberg
Sinopse: Um grupo de idosos vive em uma casa de repouso na Flórida, enfrentando as limitações impostas pela idade. A rotina muda completamente quando eles descobrem uma piscina onde estão armazenados misteriosos casulos extraterrestres. Depois de entrarem em contato com os casulos, começam a recuperar a juventude e a vitalidade que haviam perdido. Entretanto, os alienígenas precisam recuperar os casulos para levá-los de volta ao seu planeta. O filme mistura ficção científica, aventura, humor e uma reflexão sobre envelhecimento, amizade e mortalidade. Cocoon foi um grande sucesso comercial, alcançando aproximadamente US$ 85,3 milhões mundialmente. (FilmDB)

10. Os Goonies
(The Goonies)
Direção: Richard Donner
Elenco: Sean Astin, Josh Brolin, Jeff Cohen, Corey Feldman, Ke Huy Quan
Sinopse: Um grupo de crianças que vive em Astoria, Oregon, descobre um antigo mapa que aparentemente conduz ao tesouro perdido do lendário pirata Willy Caolho. Determinados a encontrar a fortuna e impedir que suas famílias percam suas casas, os amigos iniciam uma aventura subterrânea repleta de armadilhas, passagens secretas e perigos. Durante a busca, eles também precisam escapar dos criminosos da família Fratelli, que procuram o mesmo tesouro. Produzido por Steven Spielberg e dirigido por Richard Donner, o filme tornou-se um dos grandes clássicos juvenis dos anos 1980. Sua bilheteria mundial ficou em torno de US$ 69,6 milhões. (FilmDB)

Observação: A ordem acima considera o sucesso comercial mundial. As bases históricas apresentam diferenças porque os registros de bilheteria internacional de 1985 são menos completos do que os atuais. Por exemplo, o Box Office Mojo atualmente registra apenas parte das receitas internacionais de vários títulos daquele período, enquanto bases que reconstituem dados históricos apresentam valores mundiais maiores. (FilmDB)

sábado, 1 de agosto de 2026

Sessão de Cinema - Pauta

Sessão de Cinema - Pauta
Anos 80 - Filmes dessa década
Clint Eastwood
Morgan Freeman
Tommy Lee Jones
Harrison Ford
Warren Beatty 
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